TeCA: BREU “olha” para o glamour e precariedade do universo do circo
Nova criação de Joana Moraes propõe uma abordagem tão humanista quanto humorística sobre os bastidores de um espetáculo de circo.


2019.01.31

Após a apresentação de Gostava de Ter um Periquito… (2013), Joana Moraes está de regresso ao Teatro Carlos Alberto (TeCA). Em BREU, a criadora e dramaturga “olha” para os bastidores do menos amado dos espetáculos de palco – o circo – para reconhecer uma metáfora que condensa vários conceitos, como a precariedade dos artistas, o desdobramento das suas funções e a estigmatização com que frequentemente são vistos. O espetáculo estreia-se a 14 de fevereiro, estando em cena até dia 23 do mesmo mês.

BREU tem por base o devising – processo colaborativo de pesquisa e criação de raiz de material para cena, que o coletivo Musgo tem vindo a aprimorar – e inspira-se em recolhas decorrentes de visitas a circos tradicionais e conversas com trupes multidisciplinares. O resultado é um texto dramático, permeável a referências do cinema e da fotografia sobre o circo, sendo acompanhado de uma exposição fotográfica da autoria de Paulo Pimenta. O espetáculo pretende assim ter uma visão humanista e humorística sobre o que se passa “para lá das cortinas”, entre o glamour, o amor, a dedicação e também a crueza da realidade.

A peça é uma coprodução Musgo e TNSJ e pode ser vista à quarta-feira e ao sábado, às 19h00; na quinta e sexta-feira, às 21h00; e no domingo, às 16h00. O preço dos bilhetes é de 10 euros. A 15 de fevereiro, está agendada uma conversa pós-espetáculo entre a equipa artística de BREU e o público. Já no dia 16, às 19h00, o TNSJ promove a oficina Carta-Branca onde os pais podem deixar os mais pequenos enquanto assistem ao espetáculo. A inscrição tem um valor de 2,50 euros, sendo que são aceites crianças a partir dos 4 anos.