O mundo todo ligado: E.Life revela as tendências digitais para 2019
No próximo ano, a tecnologia vai ser o fio condutor da inovação, seja na saúde, ciência, moda, indústria automóvel ou no setor financeiro.


2018.12.19

A adoção do garfo demorou vários séculos, mas empresas com a Uber ou Lyft alcançaram milhões de utilizadores em menos de um ano da sua criação. A comparação é feita pela E.Life – grupo pioneiro em Inteligência de Mercado e Gestão do relacionamento nas Redes Sociais que está presente em Portugal, Espanha, Brasil e México – para explicar a velocidade com que o mundo se está a alterar, principalmente graças à transformação digital e à revolução económica e dos comportamentos. Atenta a todas estas variáveis, a empresa acaba de traçar as tendências que seguramente vão marcar o universo do digital durante 2019.

Inteligência artificial e o crescimento dos assistentes virtuais
Nos últimos anos, a inteligência artificial (IA) tem “contaminado” todas as áreas da sociedade, com o nascimento dos veículos autónomos ou feeds de notícias altamente personalizados. No entanto, são os assistentes virtuais que vão estar em destaque neste próximo ano, sendo que as notificações através do Google Home, Amazon Echo ou HomePod vão redefinir a paisagem da comunicação, indo para além do simples SMS ou mensagem push. A IA vai ainda permitir que, através do machine learning, se personalize toda a informação, como é o exemplo do BuzzMonitor – solução inovadora da E.Life de consultoria e diagnóstico nas redes sociais – que irá agora facilitar as sugestões de respostas para ajudar as marcas a responderem aos clientes com maior celeridade.

A tecnologia ao serviço dos cuidados de saúde
Não há quem negue que a tecnologia tem impactado quase todas as indústrias e melhorado a vida dos seres humanos. Ainda que com algum ceticismo ligado a questões éticas, a saúde tem sido um setor em que os avanços tecnológicos são cada vez mais importantes. Desde o aparecimento das máquinas de raio-X, por exemplo, a tecnologia que está a ajudar a aumentar a esperança média de vida e a tornar as pessoas mais saudáveis. Em 2019, a inteligência artificial vai estar ainda mais ao serviço da saúde com a criação de aplicações como a SafeCardio que analisa eletrocardiogramas para prevenir problemas com o coração.

Empresas que sabem reagir e adaptar-se às inovações
Ainda que os “gigantes” da tecnologia – Apple, Microsoft, Alphabet, Intel, IMB, Facebook e Oracle – sintam um forte apelo pelos “early adopters”, a verdade é que a tecnologia está a tornar-se transversal a toda a sociedade. E as empresas têm de aprender a reagir e a adaptar-se às inovações. Do ponto de vista do negócio, de que serve melhorar o produto se depois não se está onde os consumidores estão?

A ciência como condutor de transformação
Em junho deste ano, o Science Daily publicou uma notícia cujo título é: “A modificação dos genes tornou-se mais fácil”. A peça dizia respeito a um estudo apresentado na “Nature Communications”, sendo que esta tecnologia inovadora permite, de uma forma precisa, corrigir, trocar ou mesmo “apagar” genes com defeitos. O gene editing tem sido cada vez mais utilizado na agricultura, por exemplo, e o objetivo é agora continuar a trabalhar na sua aplicação nos humanos (também do ponto de vista moral) para tratar ou prevenir doenças.

Realidade virtual como experiência imersiva do consumidor
Nos próximos anos, o conteúdo não poderá cingir-se ao texto. Para ser verdadeiro atrativo para o consumidor, as empresas e instituições têm de apostar na imagem e vídeos, bem como garantir experiências únicas, sensoriais e imersivas através de realidade virtual. O HoloLens da Microsoft é um dos exemplos mais recentes que comprova o poder desta tecnologia, mas o futuro será, por exemplo, a sua utilização na educação (salas de aulas virtuais), no comércio (lojas virtuais), em profissões de risco ou em resposta a catástrofes.

Wearables: Roupas conectadas e inteligentes
Tecnologia que se veste. Esta é a definição dos wearables que, nas últimas duas décadas, têm assistido a um enorme crescimento, como os smartwatches, as pulseiras de tracking ou os aparelhos auditivos. No entanto, esta é uma tecnologia que está em franca aceleração, com os gigantes da indústria a desenvolverem gadgets sofisticados que são quase invisíveis e que podem proporcionar várias soluções. Um desses casos são os wearables que, por exemplo, fazem a leitura de dados biométricos para controlo ou prevenção de doenças.