Tecnologia “Toca-a-Ler” avalia o desempenho de leitura das crianças
Software, desenvolvido com o apoio da Microsoft e da Universidade de Coimbra, avalia o desempenho de leitura de crianças do ensino básico.


2018.06.04

Aprender e aperfeiçoar o “bê-á-bá” da leitura dos alunos do ensino básico conta, agora, com uma ajuda adicional. O software “Toca-a-Ler” – desenvolvido pelo Instituto de Telecomunicações (IT), polo de Coimbra – assume-se como uma tecnologia que avalia a capacidade de leitura dos alunos do primeiro ciclo do ensino básico, potenciando a melhoria contínua no desempenho da tarefa. A ferramenta, desenvolvida em parceria com a Microsoft e com a Universidade de Coimbra, funciona através de um sistema de reconhecimento de fala, previamente treinado com crianças e adaptado para a classificação da pronúncia, considerando as metas curriculares da disciplina de Português como, por exemplo, a avaliação do número de palavras corretamente pronunciadas por minuto.

De forma a obter uma referência de cálculo para o desempenho de leitura, a equipa de investigação, coordenada por Fernando Perdigão – docente da Universidade de Coimbra e investigador do IT –, recolheu centenas de horas de gravações de crianças a ler frases e pseudopalavras, de forma idêntica à pretendida pelo sistema de avaliação e, reuniu, ainda, a avaliação de mais de 100 professores do ensino básico. Desta forma, o software avalia a capacidade de leitura, identificando as disfluências e o tempo de leitura dos alunos, possibilitando, assim, a avaliação objetiva do desempenho da tarefa. O sistema insere-se no projeto de investigação “LetsRead”, em desenvolvimento desde 2016, e está disponível online em https://letsread.co.it.pt.

Fundado há 25 anos, o Instituto de Telecomunicações (IT) é uma organização privada sem fins lucrativos e um dos principais motores de inovação tecnológica do país e de transferência de conhecimento para a indústria. O Instituto conta com polos nas universidades de Lisboa (Técnico), Aveiro, Porto (FEUP), Coimbra, Covilhã e Leiria e, ainda, com cerca de 300 investigadores doutorados.