Grupo RAR atinge em 2011 facturação de 987 milhões
Cerca de 70 por cento da actividade é desenvolvida fora de Portugal. Grupo manteve rendibilidade operacional, apesar do contexto económico, registando um crescimento de 7,6 por cento face a 2010.


2012.05.28

O Grupo RAR registou, em 2011, um volume de facturação de 987 milhões de euros, mais 7,6 por cento do que no ano anterior, mantendo a sua rendibilidade operacional. O cash-flow operacional (EBITDA) consolidado ascendeu a 51 milhões de euros. Finalizada a reorganização das operações na Europa, que permitiu assinaláveis ganhos de competitividade, prosseguiu, em 2011, a estratégia de expansão geográfica para o Brasil.

A Colep aumentou o volume de vendas em cerca de sete por cento, para o que muito contribuiu o forte crescimento da operação brasileira, e registou um EBITDA de 34 milhões de euros. No mercado europeu assistiu-se a uma recuperação do contract manufacturing, balanceada, contudo, por uma redução na divisão de packaging, provocada pela sua exposição ao mercado Ibérico.

A actividade da Vitacress, embora afectada por um verão relativamente fraco no Reino Unido e pela crise da E. Coli, conseguiu manter o nível de vendas (171 milhões de euros), mas com crescimento de EBITDA superior a 10 por cento, na ordem dos 8,8 milhões de euros. A aposta na introdução de ofertas complementares às saladas, em Portugal, e o lançamento da marca “Steve Leaves”, em Inglaterra, têm-se revelado promissores.

A Acembex manteve a sua liderança nacional enquanto importador de cereais e seus derivados, registando uma facturação de 183 milhões de euros (mais 18 por cento do que em 2010). Já a RAR Açúcar, que continuou a sentir o seu negócio ensombrado pelo desajustado enquadramento europeu da refinação, conseguiu inverter a libertação de meios para terreno positivo, tendo facturado, em 2011, cerca de 100 milhões de euros.

Na área dos chocolates, a Imperial subiu ligeiramente o volume de vendas, aumentando em 18 por cento o EBITDA, para os 2,5 milhões de euros. A RAR Imobiliária, apesar de ser a empresa mais afectada pelo enquadramento económico e financeiro nacional, manteve os meios libertos de exploração acima dos 3,8 milhões de euros. A GeoStar registou uma ligeira quebra na facturação, para os 52 milhões de euros.

Globalmente, o Grupo consolidou ainda mais a sua vocação internacional, tendo agora unidades de produção em Portugal, Alemanha, Brasil, Espanha, Polónia e Reino Unido. Actualmente, cerca de 70 por cento da sua actividade já é desenvolvida fora de Portugal. O Grupo RAR conta hoje com mais de seis mil colaboradores de diferentes nacionalidades.