Grupo RAR alcança volume de negócios de 803 M€ em 2009

Apesar do clima económico adverso, foram várias as empresas do Grupo que mantiveram ou melhoraram a sua actividade e rendibilidade operacional, com destaque para a RAR Açúcar, a Vitacress e a Imperial.



2010.04.29

O Grupo RAR alcançou, durante o ano 2009, um volume de negócios de 803 milhões de euros, um decréscimo na facturação relativamente a 2008. O EBITDA consolidado situou-se nos 44 milhões de euros. Apesar do clima económico adverso, foram várias as empresas do Grupo que mantiveram ou melhoraram a sua actividade e rendibilidade operacional, com destaque para a RAR Açúcar, a Vitacress e a Imperial.

Os resultados anuais foram afectados pela crise económica, que teve um impacto profundo na generalidade dos países onde o Grupo RAR tem actividade ou para onde se destinam os seus produtos e serviços. Por outro lado, os números relativos a 2009 reflectem ainda os impactos da aquisição da Czewo e da consolidação da GeoStar, que passou a ser feita por equivalência patrimonial, com efeito directo na diminuição do volume de vendas total do Grupo.

O contexto económico fez-se sentir na maioria dos negócios e das empresas, mas afectou, particularmente, a ColepCCL e a GeoStar. Nestes casos, a reacção foi rápida, tendo sido concretizadas as reestruturações necessárias, que geraram custos não recorrentes superiores a 14 milhões de euros. “O trabalho de racionalização efectuado em diversos negócios deixa-nos com uma base mais robusta e melhor preparada para enfrentar os desafios futuros”, afirma, a propósito, Nuno Macedo Silva, Presidente do Grupo RAR.

No caso da ColepCCL – a mais afectada pela redução de actividade dos seus clientes tradicionais – foi tomada a decisão de encerrar duas das cinco unidades de Contract Operations. Este processo decorre também da aquisição da Czewo (formalizada no início de 2009) e reflectir-se-á positivamente e com expressão na rendibilidade da empresa, já durante o ano corrente. A empresa reforçou a sua posição de liderança europeia de Contract Manufacturing de produtos de base aerossol para cosmética, higiene pessoal, cuidado do lar e farmacêutica over-the-counter, tendo facturado 387 milhões de euros.

Quanto à GeoStar, que actua no sector do turismo, um dos que mais sofreu os efeitos da crise económica, a reacção foi também rápida e determinada. A empresa juntou as duas equipas (Geotur e Star) na nova sede, nas Torres de Colombo, em Lisboa, e preparou o lançamento da marca GeoStar. Com o apoio activo dos accionistas, foi concretizada a optimização da rede de lojas, eliminados negócios marginais e decidida e concretizada uma redução do número de colaboradores, com o objectivo de preparar a organização para os próximos anos.

A Vitacress e a Wight Salads ressentiram-se do abrandamento de consumo, nomeadamente no Reino Unido, mercado principal onde operam, mas, no seu conjunto, melhoraram a rendibilidade operacional. Relativamente à RAR Imobiliária, o sector em que se insere sofreu uma paragem quase total da procura, que viria a ser retomada nos últimos meses do ano. Por seu lado, a Acembex reforçou a presença no mercado, posicionando-se como o maior importador de cereais em Portugal continental e ilhas. A empresa contribuiu com cerca de 160 milhões de euros para o volume de negócios do Grupo. A RAR Açúcar viu a rendibilidade aumentar neste exercício, enquanto a Imperial manteve o ritmo de crescimento e reforçou a presença em mercados externos.

Apostas para 2010

Na sequência do seu normal desenvolvimento e das reestruturações concretizadas, o Grupo RAR emerge mais forte e mais robusto para responder aos inúmeros desafios que se apresentam, e retomar resultados em linha com a tendência de longo prazo dos negócios onde actua. Ao mesmo tempo, prepara-se um novo ciclo de desenvolvimento e expansão, com oportunidades identificadas e em vias de concretização, essencialmente centradas em novos mercados e geografias e adjacências às áreas em que actua.

O Grupo RAR, um dos principais grupos económicos portugueses, integra um portfólio de negócios diversificado, que inclui as áreas de embalagem e contract manufacturing, alimentar, imobiliária, serviços e turismo. Com vendas consolidadas de 803 milhões de euros e cerca de 4900 colaboradores, está presente em Portugal, Alemanha, Espanha, Polónia e Reino Unido.