Encontro internacional de coaching foi um sucesso
Divulgar as práticas desta actividade que ainda tem pouca expressão em Portugal foi uma das principais conclusões deste meeting.


2007.06.29

Promover o coaching em Portugal como ferramenta privilegiada de promoção pessoal e profissional, criar um espaço de associação alargado desta actividade e alertar os potenciais interessados para a duvidosa qualidade de alguma formação, nomeadamente cursos “instantâneos”, dados pela Internet ou pelo telefone, bem como da perniciosa e abusiva utilização da palavra “coaching” por muitas empresas de formação, como forma de a associar a meros cursos básicos de vendas ou liderança. Foram estas as principais conclusões do I Encontro Ibero-americano de Coaching, que decorreu hoje de manhã em Lisboa. Presidida pelo português João Alberto Catalão, a Associação Ibero-americana de Coaching congrega coachs de 27 países. A próxima reunião de trabalho vai realizar-se na República Dominicana, em 2008. Na opinião de João Alberto Catalão, o coaching em Portugal “tem ainda um longo caminho a percorrer”, salientando que o sucesso desta actividade no nosso país “está na partilha e não na inveja e no individualismo”. Segundo acrescenta, “no futuro, a credibilidade do coaching está na qualidade dos seus resultados”. Isto é, assuntos como as diferentes metodologias do coaching, as variantes da sua aplicabilidade, a importância da formação nesta área, bem como o aproveitamento das qualidades do próprio coach (como seja a experiência de vida) foram outros dos temas defendidos por João Alberto Catalão. Acerca da Associação Ibero-americana de Coaching, João Alberto Catalão exortou todos os interessados a tornarem-se membros efectivos, declarando que este organismo “não pretende ser superior a qualquer outra, nem sequer fechada ao exterior”. Nesse sentido, insistiu na criação de uma associação de coaching em Portugal, país onde esta actividade “ainda caminha a passos lentos”, capaz de integrar a Associação Ibero-americana. Esse avanço serviria para, por exemplo, fazer a destrinça, evitando confusões, entre coaching, psicoterapia e consultoria, credibilizar o coaching em Portugal e contribuir para o desenvolvimento contínuo dos coachs portugueses. Em Lisboa, marcaram presença, além dos profissionais de coach portugueses, franceses, ingleses, americanos, latino americanos e espanhóis, reputadas empresas como a CONCEITO O2, Self- Employed, Variations Portugal e Latitude Coaching, além dos participantes do I Master em Coaching realizado em Portugal. Uma das presenças importantes foi a da Internacional Coach Academy (entidade australiana). No âmbito internacional, José Manuel Benavent, vice-presidente da Associação Ibero-americana de Coaching e Presidente do IESEC (Instituto de estudos Superiores em Coaching de Espanha), lembrou que até há pouco tempo esta profissão era quase non grata em Espanha, pelo que tinham de se apresentar como consultores. Dando o exemplo espanhol, Benavent disse que nesse país os coachs apostam na especialização: Coaching Empresarial, Executivo, Pessoal e mesmo Desportivo. Desta forma, os profissionais podem chegar com maior facilidade ao cliente que procura e encontrar o seu próprio espaço.