Encenador Ricardo Pais regressa dois anos depois à cidade do Porto
Aplaudido por mais de 14 mil pessoas em 33 récitas – em Portugal, Brasil e França – espectáculo multidisciplinar sobe a palco de 10 a 12 de Janeiro.


2012.12.11

O regresso de Ricardo Pais aos palcos do Teatro Nacional de São João está agendado para o próximo mês de Janeiro. O encenador prepara-se para apresentar “Sombras – a nossa tristeza é uma imensa alegria” na instituição portuense que dirigiu entre 1995 e 2000, e entre 2002 e 2009. A peça é apresentada de 10 a 12 de Janeiro, em três récitas. Os mitos e fantasmas presentes na cultura portuguesa são o centro do espectáculo, exibido pela primeira vez em 2010, e que já foi visto por mais de 14 mil espectadores, em Portugal, Brasil e França.

Segundo a apresentação do próprio espectáculo, “desde ‘Saudades: Um Hetero-Cabaret-Erosatírico’ (1978) que Ricardo Pais cultiva uma poética de espectáculos músico-teatrais bem diversa dos pífios estereótipos dos musicais importados”. Com ‘Sombras – a nossa tristeza é uma imensa alegria’, “o encenador cruza linguagens, criadores, intérpretes (...), desenhando paisagens cénicas insólitas, atravessadas por eventos inesperados”.

A criação de Ricardo Pais conta com a interpretação dos fadistas José Manuel Barreto e Raquel Tavares, dos actores Emília Silvestre, Pedro Almendra e Pedro Frias, dos bailarinos Carla Ribeiro, Mário Franco e Romulus Neagu e dos músicos Carlos Piçarra Alves, Mário Franco, Miguel Amaral e Paulo Faria de Carvalho. O espectáculo – que tem música e direcção musical de Mário Laginha, coreografias de Paulo Ribeiro e vídeos de Fabio Iaquone – inclui, ainda, uma participação especial em vídeo de Albano Jerónimo, António Durães e João Reis.

Próxima paragem: Festival Internacional de Teatro Tchékhov
Naquele que é considerado um dos seus mais complexos espectáculos, Ricardo Pais cruza a fala, o canto, a dança e o vídeo, experimentando opostos e a força persuasiva da mais alta literatura dramática. Para tal, recorda textos emblemáticos de autores portugueses, como “A Castro”, de António Ferreira, e “Frei Luís de Sousa”, de Almeida Garrett, e a poesia de Pedro Homem de Mello, Fernando Pessoa e António Botto, entre outros. Em digressão mundial, “Sombras” já passou pelo Brasil e por França e prepara-se para, em Julho do próximo ano, ser apresentado no Festival Internacional de Teatro Tchékhov, na Rússia, considerado um dos mais importantes festivais de teatro do mundo.