«À Distância de um Género» surpreende no Transparente
Ninguém é indiferente à dimensão e originalidade das obras expostas. Percepção que se tem da mostra varia em função da luz do próprio dia.


2007.10.01

A mostra “À Distância de um Género” está a ser um sucesso no Edifício Transparente, no Porto. A exposição de pintura e de escultura aborda a interpretação de dois artistas acerca da mulher, cujos encantos são transmitidos pela alteração da percepção que se obtém das obras à medida que a luz do dia vai mudando. “À Distância de um Género” está patente no espaço Arte ET (piso Box in the Box) até ao dia 7 de Novembro (entre as 10h00 e as 22h00) e é constituída por 24 pinturas de Ricardo Nicolau de Almeida e sete esculturas do arquitecto Pedro Jervell. Os dois artistas apresentam diferentes vertentes artísticas neste trabalho, que parte de um processo mais abrangente de conhecimento da grandiosidade, complexidade e opacidade da mulher, entre outros aspectos. Pedro Jervell escolheu a escultura como meio de expressão, realizando obras em materiais como madeira, ferro e substâncias plásticas. Já Ricardo Nicolau de Almeida realizou uma série de pinturas sobre acrílico transparente, através das quais procura descodificar as várias conjunções do sexo feminino. A mostra é comissariada por Miguel Ramalhão. A entrada é gratuita. Desenhado por Manuel Solà-Morales, o Edifício Transparente foi reconvertido pela mão do arquitecto português Carlos Prata. Com uma área total de cerca de 4 mil metros quadrados, o Transparente assume uma vertente eclética, estando localizado numa das áreas nobres da Invicta, na frente marítima do Parque da Cidade, junto ao Castelo do Queijo. A aposta na diversidade reflecte-se nos 23 espaços presentes, que englobam áreas como restauração (com ofertas gastronómicas de vários pontos do mundo), lazer e cultura (através dos espaços Arte ET e da Livraria – projecto inovador em fase de implementação) e comércio, com lojas de moda jovem e urbana e de acessórios e equipamentos desportivos.